aqui não se fala! aqui é adonde se pode vigiar a riqueza do mais genuíno vocabulário madeirense. quem não atramar algumas palavras, pergunte! tudo o que aqui for referido não se trata de ficção! é mesmo real!

sábado, 11 de julho de 2009

a peste da cabra

num dia normal, igual a todos os outros, a Joaquina acordou com o berro da cabrinha que estava a pastar num poio. pediu ao Manel que fosse lá, mas ele, cheio de sono disse-lhe que o galo ainda não tinha cantado, portanto, nem se as galinhas tivessem dentes ele tirava o rabo da cama. Dona Joaquina, pôs o barrete de orelhas, agasalhou-se e foi de seguida ver o que se passava. Quando pôde enxergar, viu a coitada da cabra pendurada com a corda ao pescoço no poio de baixo. não é que o raio da cabra caiu!!! lá foi ela apressada, pelo poio acima, molhando as botas dágua com o sereno que tinha caido e salvou o bicho, para contentamento da mulher! não resondou o Manel com medo que ele lhe desse uma tapona e lá foi deitar comida 120 às galinhas, rolão aos porcos e serralhas aos coelhos.

o sonho do moço...

certo dia, a mãe dum moço disse: -filho, tou farta da tuas travessuras, ou andas nos eixos, ou vais levar pão preto! um dia mais tarde, o moço estava jogando à bola no terreiro, a bola tabelou e... ZÁS!!!! -anda cá, que virás-te um vasso de flores, vais levar até ao céu da boca!!! não fujas!! cada passo que deres, é mais lambadas que vais levar no focinho!!! o moço... que apenas sonhava ser igual, ou maior que o Ronaldo, ficou quente, com tanta lambada, que até o frio do vale adonde vivia passou despercebido. -uahhhh!!! ou qué que fiz?? onde vou jogar à bola entao?? vou pra escuola então jogare. -livra-te!!! põe-te mas é dentro de casa que quero lavar o terreiro, fecha a porta que é para não ficar tudo inxugado de água. e lá se foi o moço, inchado de levar pão preto, e a chorar, para dentro de casa, ver tv a cores, mas com arroz!!!